Entre Amares e o Gerês há uma laranja que se ergue sempre que alguém passa.
A Maria Irene, que ainda não completou 70 anos, vende à porta de casa o que a terra lhe dá, há mais de 40 anos. Trabalhou para os pais (mãe de Caldelas e pai de Bouro) e vendeu na rua com a irmã. Sem filhos – e agora sem a irmã – só lhe sobram os sobrinhos.
Vende maioritariamente aos sábados e domingos, aos turistas, «mas eles vêm sem dinheiro, estão pior do que nós».
Perguntou-me se a abordava para a televisão e de seguida questionou-me se eu era casada. Lembrou-se que quando era “jovem moça” havia essa quase imposição, mas diz que «os homens depois de casarem não querem saber das mulheres», por isso preferiu ficar solteira.

1 agosto 2020 – Maria Irene @ Amares


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